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29 de jan. de 2009

Que louras, que nada! São os homens que se divertem mais.

Eu nunca fui como a maioria, tenho um jeito expansivo, falo bastante, não me privo de nada e por isso acabo chamando atenção. Sem querer me gabar, até porque, qualquer pessoa pode ser assim, basta querer. Faço o que quero, e tenho pra mim que tudo é válido em nome da minha felicidade, desde que não machuque ou prejudique ninguém (inclusive eu). Por conta disso me acostumei a ser julgada, e na grande maioria das vezes, por mulheres. Não quero agradar a todos e por isso não me preocupo com certas reações, mas não entendo o que passa na cabeça de algumas mulheres (e dos homens que induzem as mulheres à isso), para se privar de alguns prazeres em nome de uma suposta "moral" e de "bons costumes". E não falo somente de liberdade sexual, me refiro à muitas outras atitudes. Não adianta dizer o contrário, sobre as mulheres ainda há, sim, muita cobrança, só que agora meio disfarçada. E o pior é que normalmente cobram coisas que só dizem respeito à cada um. Sucesso profissional é importante? Com certeza. Mas se a mulher não é bem sucedida pessoalmente, e nisso entenda-se ser casada, mãe e dona-de-casa (mesmo trabalhando fora), ainda é apontada e muito criticada.

Ontem, em um dos raros momentos que assisto TV, vi em um jornal uma reportagem sobre uma mulher de 40 anos, ainda solteira e sem filhos, que preferiu ser e viver exatamente assim. Quer prova maior de que isso ainda é algo discutido e apontado? Para os homens é diferente, sobre eles pode até pairar uma certa cobrança, mas nem de longe lembra o que ocorre com as mulheres. A visão da sociedade sobre um homem de 40 anos solteiro é totalmente oposta a de uma mulher na mesma situação, e claro, favorável à ele. Para eles, ficar com várias mulheres ainda é visto como algo glorioso, enquanto as mulheres que se propõe à isso são discriminadas e tachadas como quem não se dá ao respeito (pra não falar o que mais se diz sobre elas). Os homens dificilmente se privam de alguma coisa, e poucas vezes são julgados. E o pior é ver que, quem julga as mulheres, quase sempre são outras mulheres. É preciso se respeitar? Claro, com certeza é... e quem disse que não me respeito?! E não culpo quem acha errado essa independência feminina, mas não aceito quem age com hipocrisia, querendo se fazer de boa moça quando na verdade não tem coragem pra fazer aquilo que quer.

Este é o fato. O preconceito não acabou, só está escondido por baixo dos panos. Nada contra quem vive sua vida em função do que pensam os outros, mas eu garanto que viver de acordo com o que pensa você, minha cara... É muito, muito mais divertido!

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