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29 de jan. de 2009

Então... esse negócio de dois blogs iguaizinhos dá muito trabalho!!

Não vou mais postar aqui, então, se você ainda quer ler o que andei escrevendo, vá em:

http://quasenadaserve.zip.net/

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Que louras, que nada! São os homens que se divertem mais.

Eu nunca fui como a maioria, tenho um jeito expansivo, falo bastante, não me privo de nada e por isso acabo chamando atenção. Sem querer me gabar, até porque, qualquer pessoa pode ser assim, basta querer. Faço o que quero, e tenho pra mim que tudo é válido em nome da minha felicidade, desde que não machuque ou prejudique ninguém (inclusive eu). Por conta disso me acostumei a ser julgada, e na grande maioria das vezes, por mulheres. Não quero agradar a todos e por isso não me preocupo com certas reações, mas não entendo o que passa na cabeça de algumas mulheres (e dos homens que induzem as mulheres à isso), para se privar de alguns prazeres em nome de uma suposta "moral" e de "bons costumes". E não falo somente de liberdade sexual, me refiro à muitas outras atitudes. Não adianta dizer o contrário, sobre as mulheres ainda há, sim, muita cobrança, só que agora meio disfarçada. E o pior é que normalmente cobram coisas que só dizem respeito à cada um. Sucesso profissional é importante? Com certeza. Mas se a mulher não é bem sucedida pessoalmente, e nisso entenda-se ser casada, mãe e dona-de-casa (mesmo trabalhando fora), ainda é apontada e muito criticada.

Ontem, em um dos raros momentos que assisto TV, vi em um jornal uma reportagem sobre uma mulher de 40 anos, ainda solteira e sem filhos, que preferiu ser e viver exatamente assim. Quer prova maior de que isso ainda é algo discutido e apontado? Para os homens é diferente, sobre eles pode até pairar uma certa cobrança, mas nem de longe lembra o que ocorre com as mulheres. A visão da sociedade sobre um homem de 40 anos solteiro é totalmente oposta a de uma mulher na mesma situação, e claro, favorável à ele. Para eles, ficar com várias mulheres ainda é visto como algo glorioso, enquanto as mulheres que se propõe à isso são discriminadas e tachadas como quem não se dá ao respeito (pra não falar o que mais se diz sobre elas). Os homens dificilmente se privam de alguma coisa, e poucas vezes são julgados. E o pior é ver que, quem julga as mulheres, quase sempre são outras mulheres. É preciso se respeitar? Claro, com certeza é... e quem disse que não me respeito?! E não culpo quem acha errado essa independência feminina, mas não aceito quem age com hipocrisia, querendo se fazer de boa moça quando na verdade não tem coragem pra fazer aquilo que quer.

Este é o fato. O preconceito não acabou, só está escondido por baixo dos panos. Nada contra quem vive sua vida em função do que pensam os outros, mas eu garanto que viver de acordo com o que pensa você, minha cara... É muito, muito mais divertido!

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E ela deve tudo a ele...

O pai era um sujeito interessante, um homem à moda antiga, e com a filha não era diferente. Quando ela fez quinze anos, começando o ensino médio, a pediu, em nome de uma dedicação total aos seus estudos e do respeito atribuído à uma moça de família, que só começasse a namorar quando terminasse a faculdade. Ela sabia que esse "namorar" era, no fim, sinônimo de sexo. Na cabeça dele ela ainda mantinha sua virgindade, nunca tinha beijado alguém e era responsável o suficiente para não querer fazê-lo. Em resumo, era virgem, séria e infeliz. "Como assim?", pensou... "Sexo (de novo) só daqui 10 anos, é isso?". Ainda pensou em perguntar o que ele realmente queria dizer com "namorar" (vai que ele a surpreendia), mas, de modo a não prolongar o assunto, resolveu por si mesma entender "namoro" como sendo um relacionamento sério, cujo moço (ou moça, afinal ela ainda não havia se decidido) seria apresentado formalmente à família em um daqueles jantares chatos e embaraçosos que sempre terminavam mal.

E assim o fez. Namorado a família só conheceu dois anos depois de sua formatura, antes disso ela se contentou com transas casuais, que em sua maioria duravam apenas uma noite (ou um dia, ou um filme, ou uma viagem de ônibus, ou alguns minutos na escada do prédio... enfim). Filha única, a queridinha dele, manteve sempre a sua imagem de boa moça. Em casa não falava palavrão, não bebia nada alcóolico, muito menos fumava cigarros (ou o que fosse). Aprendeu com sua mãe a cozinhar, estudou nas melhores escolas e era uma boa aluna, chegando a se destacar em algumas disciplinas (coincidentemente as que eram dadas por professores e não por professoras), como biologia e português. Boa de papo e conhecedora da anatomia humana, deu a entender ao pai que poderia ser uma boa médica (ainda bem, visto que poderia ter dado a entender no que ela realmente era boa). Inicialmente não gostou da idéia, mas de modo a convencê-la, o pai a mandou à algumas universidades. Vendo a qualidade dos futuros médicos, quer dizer, dos estabelecimentos, tomou gosto pela profissão e decidiu, então, que era isso que queria ser.

A medicina lhe tomou muito tempo, os futuros médicos também. Mas esperta como era, se formou com louvor e de quebra fez muitos amiguinhos. O pai acompanhava tudo de longe, orgulhoso da filha dedicada que ele criara. Feliz, hoje ela sabe que deve ao pai muito mais que a sua vida, deve a ele a medicina, os belos médicos (e demais profissionais) que conheceu e as transas mais inusitadas que teve, e por isso as melhores, em nome do anonimato.

É ou não é pra se amar um pai assim?


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27 de jan. de 2009

Inconteste

Fica difiícil te esquecer se você não me esquece. Fica difícil se você me procura todos os dias ou se me liga todas as noites só para dizer que me ama. Se fica me lembrando o tempo todo dos momentos bons que tivemos, de tudo o que fizemos, do que falamos e do que éramos quando estávamos juntos. Nós dois, aos olhos de todos, éramos tão perfeitos um para o outro que já não existia mais "eu", nem "você", o que existia era um "nós", o reflexo de algo que parecia impossível de acabar. E você vem, me trás as flores que são as minhas preferidas, e no cartão escreve coisas que só você sabe, que você ainda se recorda e que eu, sempre tão esquecida, nem me lembrava mais. Se lembra de cada palavra minha, se lembra de cada data, muito importante ou meio boba, e a celebra mesmo que eu já não esteja com você.

É impossível não sentir o coração acelerado, o peito apertado e uma falta de ar toda vez que você me olha com estes seus olhos verdes. Estes seus olhos que, segundo você, agora são meus. Aliás, brincando você se deu pra mim por inteiro, me deu seu riso e prometeu rir apenas quando eu falasse alguma das minhas bobagem, prometeu sorrir somente se eu estivesse por perto. Prometeu que suas mãos só tocariam de verdade se fosse minha pele, que teus ouvidos só ouviriam aquilo que por mim fosse dito, e que só sentiria prazer se eu estivesse contigo. E prometeu dizendo que prometer não seria nenhum esforço, isto porque ser meu era inevitável, era, como você sempre disse, inconteste.

Quando eu finalmente começo a me libertar de você, você volta. Se instala de uma vez na minha vida e tira o sossego que meu coração tanto demorou a ter. Se não me liga manda e-mail, se não manda e-mail me procura. Inventa qualquer desculpa e se coloca sempre perto. Quando finalmente retomo minha consciência, quando consigo usar a cabeça e não apenas o coração, me pergunto porque dependo tanto de você em minha vida, porque quero tanto alguém que me fez sofrer na mesma intensidade que me fez amar. Eu sou fraca, sou idiota, já disse isso à você. E sempre que digo você me olha todo sério, em silêncio por alguns seguntos, e depois vem me dizer "Você não é uma idiota, muito menos fraca... você é minha, e é assim que tem que ser".

O amor é uma droga, que cura ou mata independente da dose que você venha a tomar. Morrer ou viver de amor não é uma escolha, é coisa de sorte, sei lá. Mas não é eterno... não deve ser eterno... não pode ser. Saiba que aos poucos eu consigo, saiba que com o tempo eu me afasto mesmo que você não se afaste nunca mais.

Quando você menos esperar, eu te esqueço... Juro que te esqueço!
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26 de jan. de 2009

Sobre os homens...

As meninas do HTP costumam dizer que o mundo é um picadeiro, e que os homens são todos palhaços. Por mais que eles (os homens), muitas (muitas!) vezes, pareçam isso mesmo, eu não os definiria exatamente dessa maneira (rs). Exceto em meus momentos de mal humor, eu não sou assim tão radical, e para mim o que há é uma enorme diferença entre nós e os homens. A lógica deles é outra, o raciocínio, embora limitado (rs... brincadeira), segue outra linha, que na maioria das vezes, é totalmente oposta à nossa. O que é normal para um homem pode ser absurdo e incompreensível para uma mulher, e vice-versa (com hífen?). Enfim, eu já disse em um outro post e repito agora, acho os homens seres fascinantes, deliciosos, maravilhos, e admito, são eles os responsáveis pela maioria de meus melhores momentos. Mas, por mais que eu os conheça, embora conheça pouco diante de meus 25 anos de vida, há coisas que simplesmente não consigo entender (ou concordar, ou aceitar). Seguem três:

1 - Porque essa paixão enlouquecida por futebol? Essa é meio batida, eu sei... mas não entendo. Eu adoro futebol! Mas tenho um motivo claro para isso: as pernas dos jogadores de futebol. Mas, os homens gostam porque? Pelo prazer da disputa? Pela emoção do negócio? Preciso de uma explicação mais aprofundada para aceitar isso, sabe...

2 - Porque alguns homens (veja bem, eu disse ALGUNS) acham que falando para a mulher gozar ela goza? Achariam estes que o ouvido é a mais importante das zona erógenas, e que pronunciar a celebre "vai, goza" (ou algo do tipo) seria o maior dos estímulos que desencadearia de maneira inevitável um orgasmo (nossa, isso foi quase uma explicação científica, olha a frase que eu fiz agora!!). Ou talvez que a mulher tenha um botãozinho escondido em algum lugar, só esperando o moço deixar (falar as palavrinhas mágicas) para que ela o aperte e... pumft! Ela goza. O fato é que, se você teve que pedir isso para a moça, meu amigo, alguma coisa você fez de errado, ou o mais provável, deixou de fazer. Então, não pede, vai por mim, não pede...

3 - Porque a maioria sente prazer em ver duas mulheres transando? O contrário não acontece (com frequência) e eu não acho a menor graça em ver dois moços se pegando (olha o nível, Manu...). Aliás, o que me dá é um aperto no peito, principalmente se um deles me atrair, diante da constatação de que nunca vou tê-lo (rs). Mas, tudo bem... não vou criticar essa vontade dos homens por razões particulares (rs) que não cabe (neste post) dizer.

Enfim, se eu listar tudo vai ficar difícil terminar, além do que, as demais são muito intelectuais e não estou afim de pensar muito e nem de um papo complexo hoje. Mas em resumo, vocês (homens) são muito complicados e irritantes, mas gostosos o suficiente para que tudo isso seja relevado...

25 de jan. de 2009

Indo um pouco além do sexo, das drogas e do rock'n roll...

Lá estava eu, dirigindo por uma das principais avenidas da minha bela capital, quando ao passar sob um de seus viadutos notei um grupo de pessoas que vive ali. Não era a primeira vez que eu os via, mas talvez, infelizmente, tenha sido a única vez que os tenha notado. Sempre que passo por ali estou com pressa, muitas vezes pensando no que irei fazer quando chegar ao meu destino. Mas dessa vez fiquei sem reação, em silêncio, sem conseguir pensar em nada. Minutos depois, como que de súbito, me perguntei... "em que momento foi decidido que eu estaria aqui e eles ali?", em que momento alguém ou alguma coisa, ou talvez coisa nenhuma, um mero acaso, decidiu que eu estaria "desse lado do mundo", que nasceria em uma família onde eu não teria privações, teria muitas oportunidades, uma vida tranquila, e aqueles homens estariam ali, crianças já nascidas naquela realidade, vivendo à margem da sociedade, passando frio e fome sem qualquer perspectiva de futuro.

Haveria algum motivo pra isso? Sorte? Destino? Deus? Sem avaliar o que fez cada uma daquelas pessoas para estar ali, mas, e se o "estar ali" fosse algo necessário, premeditado, inevitável? Tenho minhas suspeitas (crenças), mas...

Em seguida senti uma espécie de "alívio egoísta", sabe? Por pensar naquilo que tenho. Mas e se isso for uma responsabilidade? E se a vida for mais fácil pra mim porque algo, infinitamente mais poderoso, acreditou que eu seria capaz de fazer alguma coisa por aqueles que precisam? É mais fácil mas faz parte do teste?

(signo de gêmeos, meu amigo, "planta" uma dúvida da minha cabecinha pra ver quantas perguntas sou capaz de fazer em um único minuto... enfim... foco... foco...)

Não sei de nada mesmo... Não entendo essa lógica sem lógica que move as nossas vidas. Mas talvez, seja esse o objetivo. O que sou capaz de ser e de fazer, sem saber as reais consequências dos meus atos.

É isso. A ressaca me deixa mais humana, me faz pensar. Vou tomar um porre mais vezes.

24 de jan. de 2009

A música explica tudo.

E...

Hoje não tem post, mas tem balada. Vamos?

23 de jan. de 2009

Dono

Respirou fundo e abriu os olhos para vê-la um pouco mais. Como ele gostava dela assim... ajoelhada aos seus pés, sentindo-o com as mãos, com a boca, com a língua. No corpo dela apenas uma peça, estaria completamente nua se não usasse um colar dado por ele. E não era qualquer colar... contornava-lhe todo o pescoço e entre as pedras, via-se o nome dele. Exatamente assim, o nome dele, o nome do dono dela. Segurava-lhe os cabelos, macios e já molhados, e puxava o rosto dela em sua direção. E assim ele a sentia, indo e vindo repetidas vezes, ora com carinho, ora com força. Por vezes ela o olhava, e sorria com os olhos de um jeito que o enlouquecia. Respeitosamente (claro, afinal, ela devia-lhe isso) dirigia à ele algumas palavras, agradecendo-o por deixá-la sentí-lo, e por ser o melhor dono que ela podia ter.

E depois de apreciá-lo completamente, quando ele já não mais aguentasse apenas vê-la, ela desceu devagar e beijou-lhe os pés, dizendo em seguinda o quanto o amava. Sem mais, a via em sua frente, o olhando nos olhos, boca docemente aberta, como que pedindo a ele que lhe alimentasse. E ele o fazia. E sentia prazer como poucas vezes já sentira, ainda mais quando via a satisfação saltar aos olhos dela...

Simples assim, gostoso assim.

Faz de conta...

Segue um texto escrito por uma mulher que muito admiro, que tem uma "malandragem" ao escrever que eu simplesmente adoro! Posso dizer que sou uma leitora compulsiva (rs)... Com vocês, Martha Medeiros:

"FAZ DE CONTA...

Não respondo teus e-mails, e quando respondo sou ríspida, distante, mantenho-me alheia:
FAZ DE CONTA QUE EU TE ODEIO

Te encho de palavras carinhosas, não economizo elogios, me surpreendo de tanto afeto que consigo inventar, sou uma atriz, sou do ramo:
FAZ DE CONTA QUE EU TE AMO.

Estou sempre olhando pro relógio, sempre enaltecendo os planos que eu tinha e que os outros boicotaram, sempre reclamando que os outros fazem tudo errado:
FAZ DE CONTA QUE EU DOU CONTA DO RECADO.

Debocho de festas e de roupas glamurosas, não entendo como é que alguém consegue dormir tarde todas as noites, convidados permanentes para baladas na área vip do inferno:
FAZ DE CONTA QUE EU NÃO QUERO.

Choro ao assistir o telejornal, lamento a dor dos outros e passo noites em claro tentando entender corrupções, descasos, tudo o que demonstra o quanto foi desperdiçado meu voto:
FAZ DE CONTA QUE EU ME IMPORTO.

Digo que perdôo, ofereço cafezinho, lembro dos bons momentos, digo que os ruins ficaram no passado, que já não lembro de nada, pessoas maduras sabem que toda mágoa é peso morto:
FAZ DE CONTA QUE EU NÃO SOFRO.

Cito Aristóteles e Platão, aplaudo ferros retorcidos em galerias de arte, leio poesia concreta, compro telas abstratas, fico fascinada com um arranjo techno para uma música clássica e assisto sem legenda o mais recente filme romeno:
FAZ DE CONTA QUE EU ENTENDO.

Tenho todos os ingredientes para um sanduíche inesquecível, a porta da geladeira está lotada de imãs de tele-entrega, mantenho um bar razoavelmente abastecido, um pouco de sal e pimenta na despensa e o fogão tem oito anos mas parece zerinho:
FAZ DE CONTA QUE EU COZINHO.

Bem-vindo à Disney, o mundo da fantasia, qual é o seu papel? Você pode ser um fantasma que atravessa paredes, ser anão ou ser gigante, um menino prodígio que decorou bem o texto, a criança ingênua que confiou na bruxa, uma sex symbol a espera do seu cowboy:
FAZ DE CONTA QUE NÃO DÓI."

Um carinho à todos aqueles que vivem seu faz de conta...

21 de jan. de 2009

Melancólica...

Da cor dos olhos ao gosto dele, ele é perfeito. Um corpo que eu desejo, um jeito que eu adoro, a fala gostosa, o riso contido. Quando com os dedos caminha pelo meu rosto, quando contorna minha boca, me diz como ela é linda e então a beija. Quando me olha nos olhos e simplesmente me paralisa, me embriaga como o mais poderoso dos álcoois, e me desarma. Quando fala que me ama ao meu ouvido, e me arrepia a alma. Quando me beija por inteira e se perde no tempo a me conhecer, a me ver em detalhes, sabendo, por fim, mais de mim do que eu mesma sei. Quando me faz submissa às suas vontades, quando me domina por inteira, e me faz sentí-lo como nenhum outro homem faz. Quando me tira o ar e me deixa ofegante, quando me faz tremer cada músculo e me deixa inconsciente. E se depois me abraça e me faz o mais despretencioso dos carinhos, faz de mim a mulher mais feliz do mundo só por saber que eu sou dele.

Com você não poderia ser diferente. Com você, e só com você, é mais do perfeito.


20 de jan. de 2009

Acidez

Como diz o Cafa, olha a "acidez" que recebi por e-mail hoje:

"O MENOR CONTO DE FADAS DO MUNDO

Era uma vez uma bela moça que pediu um garoto em casamento:

- Você quer se casar comigo?

Ele respondeu:

- NÃO!

E o moça viveu feliz para sempre, não teve filhos, viajou, conheceu muitos outros garotos, fez plásticas, não lavou louça nem fez jantares, visitou muitos lugares, sempre estava sorrindo e de ótimo humor, nunca lhe faltava pretendentes, ia e voltava a hora que queria, saia pra jantar com as amigas sempre que estava com vontade e ninguém mandava nela.

O garoto, ficou velho, careca, ranzinza, barrigudo, engordou, broxou ... e ficou sozinho.

FIM"

resolvi não comentar... rs

P.S.: me falaram que há uma versão masculina para a historinha acima, mas eu, é claro, gostei foi dessa!


19 de jan. de 2009

Relembrando...

Desde que se entende por gente ela ouve que é uma pessoa complicada (pra resumir o que ela ouve, claro). Quando bebê passava noites inteiras chorando pelo colo de sua mãe. Aos dois anos brigava com seu irmão mais velho e o fazia chorar por puro prazer de vê-lo. Enlouquecia a família, as babás, os vizinhos, o dono do supermercado da esquina, os cães, os gatos... ah, os gatos... o último que se aventurou pelos lados do quintal teve seu rabo queimado pouco depois de quase morrer sufocado embaixo de alguns tapetes. Na escola, já com cinco anos, não se interessava por coisas de menininhas, achava tudo muito chato e cor de rosa (se ao menos fosse vermelho...), queria mesmo era ficar com os meninos (precoce), ficar perto deles, brincar com eles e participar de tudo (quase tudo) que eles faziam. Tanta paixão pelo sexo oposto começou a preocupar seu pai, afinal, ele queria uma mocinha, que brincasse de boneca, imitasse a mãe, fosse meiga e o enchesse de carinhos. Muitas vezes conversou com ela, em algumas delas chegou a elevar o tom de sua voz, o que a aborreceu profundamente (gênio difícil) e fez com que ela, em muitas dessas ocasiões, tentasse fugir de casa. As fugas sempre terminavam na segunda esquina, quando o pai, ofegante, finalmente a alcançava e carinhosamente (com um galho da jaboticabeira) a levava pra casa.

Aos sete anos conheceu sua primeira psicóloga, uma boa mulher, bastante paciente. Fazia muitas perguntas mas ela sempre se reservava ao direito de ficar calada. Um belo dia, depois de um comentário que a aborreceu, chamou a psicóloga de vadia e nunca mais teve que vê-la. Depois dela vieram outras (e outros), mas depois que aprendeu como se livrar deles nenhum durou mais que duas conversas. Aos nove anos jogou ovos na casa da vizinha e foi correndo contar para sua mãe que tinha visto o filho dela (da vizinha) fazer o serviço. Com aquela cara de santa (que teve até os 14 anos, quando perdeu a santidade não só da cara), sua mãe não só acreditou nela como contou tudo para a vizinha. Naquele dia se divertiu sentada em cima do pé de abacate, assitistindo a surra que o pobre menino levou da mãe. Em seu aniversário de 11 anos deu seu primeiro beijo (em uma menina, porque em um menino foi aos 7 anos). Achou tudo aquilo muito divertido mas entendeu que seu negócio eram os menininhos mesmo. Aos 13 anos já namorava e pensava no que haveria depois dos beijos. Aos 14 anos descobriu o que havia depois dos beijos. Alguns anos depois namorou o pai de sua (agora) melhor amiga, e com ele aprendeu as melhores coisas que alguém podia ensinar à ela (os outros que o digam).

Hoje em dia (diz que) faz faculdade. Mora sozinha e curte baladinhas ao lado das colegas. A vontade de ficar com os meninos continua a mesma, muito embora ainda goste de fazê-los chorar, como fazia com seu irmão e com os vizinhos. Se é complicada ou não ela não sabe, mas que é uma safada sem limites, isso ela ter certeza.

18 de jan. de 2009

Versão de boteco para Carlos Drummond de Andrade (Quadrilha)?

Quando chegamos Mariana e Eduardo já estavam lá, sentados um ao lado do outro, bem próximos. Pra mim ficou claro que se tratava de um casal, mas em questão de minutos Eduardo já estava bem mais interessado em nós do que em Mariana. E o estranho é que Mariana nem se importou. Entendi que, ou eu estava enganada e não se tratava de um casal, ou ele tinha esse jeito bastante "expansivo" e ela, segura de si, não se importava.

Horas depois chega Carlos, cumprimentou a todos e nesse momento já ficou claro que era gay. "Tudo bem, eu não queria mesmo..." (rs). Mais alguns minutos e chega André, um moreno lindíssimo, alto, um corpo incrível, barba por fazer, noossa... Amigo de Mariana. Aliás, mais que amigo, porque eu até concordo que amigo de verdade beija na boca (rs), mas um beijo daquele é demais (literalmente). Saldo da mesa: dois casados e três solteiros, sendo um totalmente desinteressante (Eduardo), o outro gay (Carlos), e o terceiro absurdamente lindo (André) mas acompanhado.

Bohemias depois, Eduardo virou-se para uma moça que estava sentada na mesa ao lado e começou uma conversa. Carlos estava numa boa falando com a gente, e Mariana e André continuavam bem próximos, embora nada mais de beijo. Mais um tempinho e Carlos foi embora, Eduardo se aproximou novamente de Mariana, André foi para o outro lado da mesa, e eis que Mariana e Eduardo se beijam. Tá acompanhando? Mariana estava com os dois, e os dois numa boa, e todo mundo feliz... todo mundo menos eu, lógico (inveja), que não fiquei com ninguém.

No outro dia perguntei à uma colega, amiga de Mariana, o que era aquele ménage à trois. Segundo ela, Mariana se divorciou recentemente e está querendo curtir tudo da vida, Eduardo é bem liberal e dá uns beijinhos em Mariana de vez em quando, e André... André... é gay! Sim, cara amiga(o), o lindo que deu em Mariana um beijo que me deixou com inveja é gay, e super amigo de Mariana. O beijão na boca que vimos foi um jeito carinhoso de cumprimentá-la.
E eu dando selinho nos meus amigos...

P.S.: Ainda deprimida por saber que André é gay.

Dia nublado.

17 de jan. de 2009

Whisky, Marlboro e Bob Dylan

Tinha todos os motivos para não gostar dele, afinal, ele era a personificação de tudo o que ela odiava. O conheceu em uma noite qualquer, em um lugar qualquer, quando ela voltou seus olhos para o palco e o viu. Guitarrista de uma banda de rock'n roll, tocava Presley, Dylan, Rolling Stones, The Doors, Nirvana, e tudo mais. Delícia de ouvir... Tocaram clássicos e tocaram deles. Por instantes ele voltava-se à platéia... "Verdes... lindos olhos verdes", olhos que teimavam em buscar outras direções, que não a ela. Intrigante... que interesse era este por alguém como ele? Aquele jeito de "poucos amigos", de menino mau, brincos na orelha, tatuagens pelo corpo. Definitivamente, era algo que nunca a atraira.

Tocaram algumas músicas e ao final, sairam à "francesa". Ele? Dirigiu algumas palavras em agradecimento, e para sua surpresa voltou-se a ela cedendo, finalmente, um rápido e discreto sorriso. Minutos depois ele veio e se apresentou. Olhos nos olhos, um aperto de mãos... ele sentou-se ao seu lado, embalou uma conversa, e foi então que ela pode observá-lo melhor. Cabelos negros, não muito curtos, antes escondidos por um boné, um rosto lindo, e os olhos... ahh, aqueles olhos... seria capaz de ficar horas observando-os. Ficaram ali um tempo, em uma conversa regada a goles de whisky e alguns Marlboros.

Ela também não fazia o tipo dele. Ela não trajava preto, não "carregava" na maquiagem, falava baixo e sempre sorria. Era simples e delicada, muito diferente de tudo que ele já experimentara. Mas a vontade de sentí-la o consumia, sua aparente fragilidade, toda aquela delicadeza, o fez imaginar que mulher seria ela. Dali foram para casa dele, ainda tomaram mais alguma coisa enquanto se beijavam. Ela se levantou, ficou de frente para ele e sem pressa se despiu, tocando cada parte do seu corpo a medida que era exposta. Ele apenas assistia, extasiado. Quando se viu completamente nua diante dele, chegou mais perto, sentou em seu colo de frente para ele, e o beijou. Dai em diante ele se reservou a não mais olhar pra ela, mas a sentí-la, com as mãos, com a boca, com a língua. O jeito com que ele a conduzia era à ela absurdamente excitante, sem receios, com força, dominando-a por completo. E assim se consumiram por uma noite inteira, ela nunca se sentira tão submissa a alguém em toda sua vida, e ele nunca tinha conhecido uma mulher como ela.

Depois dessa noite vieram outras, sempre tão deliciosas. As diferenças os impediram de um relacionamento que fosse além de suas camas, mas o desejo que sentiam um pelo outro foi suficiente para dar à eles o que, naquele momento de suas vidas, eles queriam.

Certas coisas a gente nunca esquece...